Sobre o início e o fechamento de ciclos naturais.
Um dos maiores medos humanos é o de iniciar algo novo. O de sair do conhecido. O de abrir as portas e o horizonte para uma nova perspectiva... Sair da zona de conforto causa desconforto. Irrita. Cria confusão. E tudo isso é natural que seja assim.
Quando eu me vejo desnorteada, confusa, paro e presto atenção ao que o meu corpo está querendo me dizer. E percebo: deslocar-me simbolicamente, movimentar-me de uma perspectiva de realidade para outra, cria em mim uma necessidade iminente de desconstruir o meu antigo eu. E isso causa angústia.
Iniciar um novo projeto. Um novo relacionamento. Um novo emprego. Um novo curso. Uma nova identidade, etc. Os exemplos vão ao infinito... Contudo, a sensação quase sempre é a mesma: a de que as condições atuais, no prelúdio ou no bojo dessa transformação, são desconfortáveis. Geram aflição e ansiedade.
Ao perceber isso, comecei a lidar com a minha ANGÚSTIA NECESSÁRIA com mais paciência. Passei a aceitá-la e a respeitá-la. Deixei de tentar contê-la e de tentar fingir que ela não existe. Se é de tempo e de quietude que ela precisa, é isso que darei a ela. E tudo bem. Isso passa. Sempre passa.
Para a lagarta transformar-se em borboleta, ela precisa desintegrar-se completamente. De lagarta, passa a ser uma “sopa” de tecidos decompostos dentro do casulo, aparentemente sem distinção, para então, paulatinamente, estruturar-se num novo ser: uma bela, livre e estonteante borboleta.
Nenhum processo grande e realmente transformador acontece sem perdas, físicas ou psicológicas. Este é um procedimento natural por excelência. É assim que o Universo funciona. Por isso, honremos as dores de deixarmos para trás quem éramos para construirmos os novos pilares de quem estamos prestes a nos tornar.
Quando eu me vejo desnorteada, confusa, paro e presto atenção ao que o meu corpo está querendo me dizer. E percebo: deslocar-me simbolicamente, movimentar-me de uma perspectiva de realidade para outra, cria em mim uma necessidade iminente de desconstruir o meu antigo eu. E isso causa angústia.
Iniciar um novo projeto. Um novo relacionamento. Um novo emprego. Um novo curso. Uma nova identidade, etc. Os exemplos vão ao infinito... Contudo, a sensação quase sempre é a mesma: a de que as condições atuais, no prelúdio ou no bojo dessa transformação, são desconfortáveis. Geram aflição e ansiedade.
Ao perceber isso, comecei a lidar com a minha ANGÚSTIA NECESSÁRIA com mais paciência. Passei a aceitá-la e a respeitá-la. Deixei de tentar contê-la e de tentar fingir que ela não existe. Se é de tempo e de quietude que ela precisa, é isso que darei a ela. E tudo bem. Isso passa. Sempre passa.
Para a lagarta transformar-se em borboleta, ela precisa desintegrar-se completamente. De lagarta, passa a ser uma “sopa” de tecidos decompostos dentro do casulo, aparentemente sem distinção, para então, paulatinamente, estruturar-se num novo ser: uma bela, livre e estonteante borboleta.
Nenhum processo grande e realmente transformador acontece sem perdas, físicas ou psicológicas. Este é um procedimento natural por excelência. É assim que o Universo funciona. Por isso, honremos as dores de deixarmos para trás quem éramos para construirmos os novos pilares de quem estamos prestes a nos tornar.
Só é possível chegarmos à borboleta desintegrando a lagarta. Dói. Mas passa. E quando passar, os vôos e as flores no caminho farão lembrarmo-nos de que um dia houve um casulo escuro... mas, desta vez, com carinho e com orgulho.
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